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Vida financeira no casamento | Juntar ou não as contas?

A vida financeira no casamento pode ser um assunto delicado para ser debatido, mas conversar sobre o tema é uma boa opção para a manutenção da relação

O tão aguardado “enfim sós” não implica apenas em juntar as escovas de dentes. A vida financeira no casamento, por exemplo, requer muito jogo de cintura e cumplicidade por parte dos envolvidos. Isso porque o dinheiro tem uma influência no cotidiano das pessoas muito maior do que se imagina. A falta ou o excesso dele tem o poder de mudar caminhos, planos, sonhos e humor.

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Casal deitado no chão com um cofrinho

Foto: Wedding Chicks

 

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Vida financeira no casamento

Saber quando o casal deve juntar as contas bancárias – e até se devem de fato  – é uma questão difícil. É que a vida financeira conjugal dependerá da compatibilidade de como os pombinhos pretendem manter a independência ou não.

Há quem prefira tocar no assunto ainda durante o namoro. “O casal deve tomar essa iniciativa a partir do momento que percebem que o relacionamento está se tornando sério. Isso é, quando passa a existir fortes possibilidades de avançar em direção a construção de uma família”, aponta Evanilda Rocha, proprietária da empresa Dinheiro Inteligente.

Mas existem aqueles que optam em postergar a conversa. De um modo geral, não existe um tempo certo ou errado. O fato é que esse assunto, uma hora ou outra, vai ser debatido.

“O ideal é que o assunto possa surgir naturalmente. E o mais importante é que a conversa esclareça os anseios e as expectativas em relação ao dinheiro. Isso pode evitar muitos problemas no futuro”, afirma o planejador financeiro Marcelo Siqueira.

Foto: Andrew Neel on Unsplash

 

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Alinhamento de sonhos

Falar de dinheiro pode não ser uma tarefa fácil, mas tende a ser mais leve se o assunto não for tratado como tabu. A confiança e a sinceridade devem estar presentes em todos os pontos de um relacionamento. Isso não deve ser diferente com a parte financeira.

As pessoas possuem experiências e expectativas diferentes em relação ao dinheiro, bem como crenças, valores e um sistema próprio de como devem gerir suas contas. Em um casal, a ideia do que é justo para um pode não fazer sentido para o outro. “O ideal é diagnosticar ganhos e gastos, e elencar sonhos”, informa Ana Rosa Vilches, diretora pedagógica da DSOP Educação Financeira.

Ainda segundo a especialista, esses sonhos devem ser divididos a curto, médio e longo prazos. A partir daí é preciso orçar, poupar e arcar com o combinado. “É preciso fazer uma reunião expondo todas as contas da família. O objetivo é identificar desejos e, juntos, reduzir gastos para rever as estratégias e realizá-los.”

Casal sentado no chão

Foto: Jordan Brittley

 

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Chegada de um bebê

Esses alinhamentos de sonhos na vida financeira no casamento implica em uma série de fatores que não necessariamente sejam viagens ou bens materiais. A chegada de um filho, por exemplo, necessita de um preparo. Além dos gastos, essa nova fase também demanda tempo e dedicação.

“A chegada do primeiro filho traz muitas mudanças para a vida, que até então era a dois. Estar estável financeiramente ajudará para que esse processo ocorra de forma mais tranquila, pois será um ponto a menos de preocupação”, aponta Marcelo.

Para Ana Rosa, a dinâmica sobre finanças no casamento deve ser levada em consideração para que o casal esteja preparado. “A partir do momento que o casal decide ter filhos, eles precisam fazer um diagnóstico da sua vida financeira. É importante entender que os gastos aumentarão e que, provavelmente, terão que reduzi-los.”

Portanto, essa decisão é uma das mais importantes no casamento, já que, às vezes, as mulheres precisam deixar seus empregos para cuidar da criança. Além de um possível impacto na vida financeira no casamento, isso pode gerar um impacto emocional, quando tratamos de expectativas na carreira.

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Foto: Stephanie Belton Photography

 

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Dívidas no casamento

O desenho mais corriqueiro de uma família atual envolve dois salários, duas cabeças pensando e duas formas diferentes de lidar com o dinheiro. Mas, existem outros cenários. É o caso de quando um está trabalhando e o outro não, um ganhando mais do que o outro, ou quando ambos estão sem emprego fixo.

Nesse cenário, como dividir as finanças no casamento pode ser uma situação um pouco difícil de ser resolvida, pois, a curto prazo, restabelecer empregos e salários não é simples. E isso pode ser intensificado quando as dívidas começam a aparecer.

“Dificuldades financeiras podem acontecer ao longo da vida. Esse é um assunto que impacta fortemente a vida dos casais. O ideal é que seja feito um planejamento financeiro, como anotar os gastos, fazer uso do orçamento mensal e anual, consumo consciente, formar reserva financeira para emergência e riqueza”, aconselha Evanilda.

“O mais importante é conversar claramente sobre quais são as despesas, qual o valor da renda de cada um e a respectiva capacidade de participação no orçamento dos gastos. Quem ganha mais pode contribuir com um pouco mais”, conclui Evanilda.

Casal se beijando

Foto: Jordan Brittley

 

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Reserva de emergência

A dependência financeira no casamento nunca é uma boa situação. Em caso de imprevistos como demissão, ou a necessidade de retirar um fundo imediato para suprir necessidades como saúde, que posteriormente podem acarretar em dívidas, é sempre bom contar com uma reserva de emergência.

Para Marcelo, é importante que o casal tenha um colchão de seis meses a um ano para pagar as contas neste período. “Logo no início, o casal terá algumas decisões financeiras que podem impactar o resto de suas vidas. É importante entender que a vida financeira no casamento será diferente. Mesmo que optem por terem contas totalmente separadas, no final do dia, terão que tomar decisões que impactam o bolso dos dois.”

Sobre:

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Luchelle Furtado

Luchelle Furtado é jornalista em formação pela Universidade Metodista de São Paulo. Sonhadora, acredita no "Felizes para sempre" e tem A Bela e a Fera como seu conto de fadas preferido. Enquanto não planeja o próprio casamento, divide seu tempo livre entre livros e filmes que vão de comédia romântica até guer...

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