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Briguinhas bobas: como lidar com esses momentos do relacionamento?

Evite que pequenas discussões virem grandes conflitos. Veja como resolver impasses na relação a dois!

Toalha em cima da cama, uma mania irritante, uma curtida que você viu nas redes sociais e não gostou…que atire a primeira pedra quem nunca passou por momentos de briguinhas bobas no relacionamento por conta desses motivos e outros!

Uma das principais razões pelas quais as brigas acontecem nas relações, de um modo geral, são as dificuldades para lidar com certos problemas, frustrações ou desconfortos gerados pelo cotidiano. Sabe aquele momento em que você chega em casa depois de um “dia de cão” e ainda encontra a toalha molhada em cima da cama? Pois é, de repente começa com uma briguinha e, quando o casal vê, já começa uma discussão mais acalorada.

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briguinhas bobas

Foto: Shutterstock

 

Outra questão que gera algumas briguinhas bobas entre os casais são as diferenças de criação e até mesmo de expectativas com relação ao parceiro. Por exemplo: imagine que você tenha sido criado (a) em uma casa em que todos participavam das tarefas domésticas. E o seu parceiro venha de uma família que tinha alguém para fazer este serviço  todos os dias. Ao morarem juntos, se os ponteiros não forem bem acertados, é briga na certa.

A falta de sinergia entre os sentimentos e as ações praticadas também podem causar algumas pequenas discussões. Tome o seguinte exemplo: o marido sai com a turma para tomar cerveja, a esposa não se opõe, mas por dentro fica incomodada com a situação. Quem é que nunca passou por algo assim? Até que este sentimento vai corroendo a pessoa e uma hora ela perde a razão e explode.

Como reagir às briguinhas bobas?

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Foto: Shutterstock

 

As reações diante dessas briguinhas bobas podem ser as mais diversas – há aquelas pessoas que falam com jeitinho com o parceiro, outras que expõem sua opinião de forma agressiva e há também aquelas que vão guardando até o momento em que explodem.

O melhor caminho para lidar com estas situações está no diálogo com respeito, cortesia e educação. O ideal é nunca deixar pra lá ou não dizer nada e “engolir” a situação. Quanto mais você guardar esta pequena irritação, mais ela pode crescer. De repente, você não terá uma briguinha, mas sim uma mega discussão cheia de mágoas para resolver.

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É preciso, em primeiro lugar, colocar suas opiniões de forma educada. Depois, ouvir o que o outro tem a dizer sobre suas colocações. Por isso, nessas horas, ter flexibilidade também é fundamental – para entender o ponto de vista e a maneira de pensar da outra pessoa.

Alinhar possíveis expectativas também é interessante – não espere que o outro vá adivinhar o que você pensa, com o que você se irrita ou como você gostaria que determinada situação acontecesse. Sabe aquela história de “o combinado não sai caro”?

Então…com um bom diálogo, você pode colocar como se sente e o que você espera de determinada situação. Um bom exemplo se aplica às obrigações da casa – se você quer que o seu par ajude com alguma tarefa doméstica específica, você pode colocar da seguinte forma: “Depois do jantar, vou lavar a louça, mas enquanto faço isso, será que você poderia retirar o lixo?”.

Vale lembrar: viver em casal é um constante exercício de desenvolvimento. É uma experiência única, na qual os envolvidos terão que lidar com dificuldades. O lado bom é que você será acompanhado por alguém com quem se tem intimidade e afeto, o que traz bem-estar em função do especial cuidado que a questão poderá ser tratada.

Cuidado com as brigas recorrentes

briguinhas bobas

Foot: Shutterstock

 

Se estas briguinhas bobas aparentemente bobas se tornarem recorrentes, é preciso ficar alerta – elas podem estar mascarando algo mais grave. Muitas vezes, há algo incômodo na dinâmica do casal, e eles acabam arranjando motivos fúteis para brigar.

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Novamente, é importante lembrar: ignorar os motivos de conflitos não os faz desaparecerem, ao contrário, provoca o acúmulo de ressentimentos que tende a retornar com mais força a cada novo impasse, o chamado efeito bumerangue.

Se há “briguinhas bobas” que retornam e cada vez ficam mais desafiantes de resolver, isso pode pedir um acompanhamento profissional especializado que auxilie na dissolução destes “nós”.

E depois dos filhos?

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Foto: Shutterstock

 

Com o nascimento dos filhos, é comum que alguns pequenos conflitos surjam e/ou se intensifiquem – afinal de contas, são vários papéis que se entrelaçam nesta relação.

Além do papel de “cônjuge”, os dois têm que lidar agora também com as atividades referentes à maternidade/paternidade. E não é incomum surgirem conflitos por um dos cônjuges se sentir mais sobrecarregado do que o outro. Outra questão que pesa muitas vezes são as divergências na forma de criar os filhos.

Neste caso, a máxima é evitar brigas na frente dos filhos, uma vez que a dinâmica do casal influencia muito no bem-estar das crianças. Gritos, demonstrações de raiva ou ignorar o cônjuge constantemente podem gerar problemas e consequências sérias nestas relações.

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É importante ter em mente que educar um filho não é somente estabelecer regras e mandos, mas também agir de forma madura e saudável, afinal de contas as crianças aprendem pela observação.

Isso não significa que os pais precisam ser perfeitos ou agir de forma impecável, mas que eles possam criar um ambiente dentro de casa que estimule o equilíbrio e a saúde mental.

Outro ponto que o casal deve ter bastante atenção é o de reservar momentos para ficar junto e cuidar da relação. Não dá pra esquecer que vocês também desempenham papéis que vão além de ser mãe e pai – também são esposa e marido e precisam continuar cuidando desta relação para que ela siga de maneira saudável.

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Texto feito com a consulta do psicólogo, life coach e professor da FADISP Luiz Francisco Jr; da psicanalista e mestranda em psicologia clínica pela USP Camila Morais; da psicóloga e neuropsicóloga Elaine Di Sarno; da psicóloga especialista em relacionamentos do site Amor & Classe Camila Moura.

Sobre:

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Marina Pastore

Marina Pastore é jornalista e trabalhou na Folha de S.Paulo. Desde 2011, quando começou a organizar seu próprio casamento, se apaixonou pelo assunto e criou um blog, o Vestida de Branco, para dividir ideias, opiniões e dúvidas. Anos depois do seu casamento, ainda adora falar sobre o assunto, ajudar as noivas e com...

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