Quantas vezes, ao seu redor, você não viu algum relacionamento ruir por falta de atenção, ciúmes ou até por falta de conexão? Em muitos desses casos, o que pode estar afetando a relação do casal é a falta de individualidade.

“Como assim? Não quero ser egoísta” você pode até pensar, o que é normal, pois, muitas vezes, as pessoas associam esse termo ao egoísmo e vários outros sentimentos negativos.

É importante entender que dizer que alguém respeita a sua individualidade é o mesmo que dizer que essa pessoa conhece a si verdadeiramente e que sabe ser quem realmente é”, revela Bruno Bruhns, coach de vida e terapeuta em constelação familiar.

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Ou seja, a tal da individualidade é tão benéfica para um relacionamento quanto o amor, o diálogo, o respeito e por aí vai…  Ela é, basicamente, a vida que cada um leva independentemente do relacionamento. E é muito importante para cada um de nós entender que faz parte da individualidade de uma pessoa os seus gostos pessoais, seus hábitos, seus costumes, suas opiniões,suas necessidades seus valores, suas amizades.

”Manter a individualidade nada tem a ver com ser egoísta, é apenas preservar e expressar seus próprios gostos, opiniões e necessidades, e de realizar atividades em sua própria companhia ou sem a presença do outro”, explica a orientadora emocional Camilla Couto.

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Por que respeitar a individualidade é tão importante para uma relação?

O respeito à própria individualidade é fundamental para o sucesso de qualquer relação. Para entendermos, precisamos compreender o que traz harmonia para as nossas relações. São 3 aspectos fundamentais a serem observados:

1 – Garantir que o casal pertença a relação

Mesmo que pareça bobagem e super redundante, em muitos relacionamentos, não há respeito integral pelo parceiro(a). “Seja por idealizações ou por opiniões contrárias, isso acontece muito. Para que nós sejamos felizes é fundamental que nós (e quem convive conosco) nos permitamos viver a nossa essência. E devemos agir da mesma forma com quem convidamos a partilhar da vida com a gente”, conta Bruno.



2 – Qual é a sua precedência

De onde você veio? Quais são suas opiniões de verdade? “Ou seja, conscientizar-se da ordem natural das coisas, como antes do casal se formar, as duas pessoas já existiam. Devemos sempre preservar um lugar de máximo respeito a quem veio primeiro. O mesmo ocorre com um casal que tem filhos. É fundamental que o casal tome consciência de que a união deles veio antes dos filhos e que se ela for respeitada no seu grau de importância, o novo momento da família será de muito equilíbrio para todos”, exemplifica ele.

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3 – Compreender que uma relação é feita de troca

Há de se buscar o equilíbrio entre o dar e receber. Bruno explica que, para um relacionamento se manter saudável, é importante que aquilo que um dá seja tomado pelo outro. E que esse saiba devolver na mesma medida e, se possível, com alguma agilidade, fazendo assim com que o relacionamento cresça.

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Camilla comenta que quando cada um mantém a sua individualidade, ambos se sentem satisfeitos e plenos sem depender um do outro. A relação fica mais leve e mais equilibrada. Você talvez possa não gostar de certos hábitos do seu parceiro/a, mas precisa entender que essas podem fazer parte da essência dele/a.

Por exemplo: sua mulher é do signo de libra e demora para escolher uma opção para jantar em um restaurante, enquanto você, de virgem, é rápido e já se senta sabendo o que quer. No lugar de ficar irritado com isso e começar a reclamar – o que tende a levar um stress ao relacionamento – você pode entender essa característica individual dela e transforma isso em algo positivo? Aprende a ter mais paciência com ela e com as outras pessoas… se coloca no lugar dela… olha todo o cardápio, analisa as pessoas ao seu redor… enfim.. um monte de aprendizado.

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Para viver bem é fundamental se autoconhecer e, com certeza, cada um vai achar o seu caminho, seja ele a psicoterapia, terapias alternativas, cursos com conteúdos comportamentais, livros, meditação etc. Somente sabendo o que realmente somos é que podemos nos aproximar da nossa essência e vivermos a nossa verdade. O importante é não esperar as coisas darem errado para começar esse processo”, alerta Bruno.

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Em suas sessões de constelação e nos atendimentos terapêutico, ele conta que percebe uma abertura muito mais natural do feminino para se enxergar, desbravar a si mesma e fazer o que for realmente preciso para viver melhor e conquistar o que se deseja para a vida. “Hoje, mais do que nunca em nossa sociedade, a mulher pode escolher a sua fórmula de vida e como ela quer compor sua existência. Se a sua verdade for casar e cuidar da família, entregue-se a isso de coração, sem comparações e sem culpa. Se for conciliar trabalho e família, o faça também sem julgamentos. E assim por diante.”

Os homens, por outro lado, têm perdido muito da sua força e precisam começar a permitir que o coração mostre o caminho que antes era trilhado quase que exclusivamente pela razão. “Há de se ter equilíbrio e devemos aproveitar o momento de liberdade atual para sermos nós. Fiquemos atentos, também, que viver bem é se entregar à vida: abraçar, chorar, dançar. Liberte-se de padrões introjetados para ser você mesmo!”, revela o terapeuta em constelação familiar.

Como começar a colocar a sua individualidade em prática?

Camilla entrega algumas dicas para se conhecer cada vez mais e, claro, entender mais a sua individualidade.

1 – Reserve um tempinho do seu dia só para você: para realizar atividades que realmente te dão prazer (relaxar, ler, praticar um esporte, meditar, etc.). Nutra-se daquilo que lhe faz bem. Dessa forma, não cobrará o/a parceiro(a) de lhe proporcionar bem-estar. Faça por si!

2 – Expresse sua opinião e suas necessidades ao outro. Ceder faz parte do convívio a dois, mas nunca deve ser de forma unilateral.

3 – Mantenha seus gostos pessoais por esportes, comidas, filmes, etc.

4 – Não deixe de manter contato com suas amizades pré-relacionamento. Marque de sair e se divertir de vez em quando sem seu/sua parceiro(a).

5 – Respeite a individualidade do seu/sua companheiro(a).

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Texto feito com a consulta do coach de vida e terapeuta em constelação familiar, Bruno Bruhns e da orientadora emocional Camilla Couto

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