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Vida de noiva não é fácil. Basta ver as milhares de 
planilhas de planejamento, gastos, reuniões para marcar e detalhes a decidir para chegar a essa conclusão. Todos esses compromissos vêm em paralelo ao dia a dia, muitas vezes, já bastante atribulado para nós, mulheres.

A verdade é que cada vez mais assumimos compromissos: já somos 44% do mercado de trabalho e milhões de chefes de família. Conquistar nosso espaço não foi (e ainda não tem sido) fácil e o que ganhamos de bônus, na verdade, foi uma jornada dupla.

Somos mulheres que trabalham e também dão conta de todas as tarefas domésticas. Trabalhamos sete horas a mais do que os homens. E as cobranças são intermináveis: basta dizer “sim” ao relacionamento que a pergunta do “e o casamento?” vem na sequência. Assinaram-se os papeis, a pergunta é sobre a chegada dos filhos.

Sempre foi assim, é verdade. Cobranças sobre quem deveríamos ser, com quem deveríamos nos casar e como era necessário casar para sermos alguém visível na sociedade.

Felizmente, isso tem mudado. Construímos um novo formato de família onde somos parte das decisões, das finanças e onde o homem também participa das tarefas domésticas. Estudamos, votamos, trabalhamos e conquistamos nossa independência financeira. Somos mais amigas, companheiras, mulheres para dividir o espaço, sonhos e uma vida – e não mais uma imposição.

Por isso, a relação da mulher com o casamento também mudou. A obrigação deu lugar a escolha. O evento deixou de ser tradicionalmente pago pelos pais para ser um investimento financeiro do casal. A formalidade deu lugar à criatividade. E inovar é preciso!

Se você já disse “sim” para a vida de noiva, vai bem entender quando digo que todo mundo quer dar um palpite que julgue válido. Por vezes, as cobranças vão acontecer. “Mas você não vai casar na igreja?, “mas e o branco?”, “como assim casar fora do país?”.

O processo de organização do casamento é longo e pode ser cansativo. Os palpites – e por vezes, julgamentos – virão de todos os lados. Cair na ideia de querer agradar a todos é muito fácil. Mas é importante manter o foco na pergunta: e o meu sonho?

Hoje, somos fortes, independentes, temos mais voz. Então, que tal se libertar? Somos mulheres e podemos sonhar com o casamento do jeito que quisermos, sem tradições impostas. E pra isso vale tudo: casar fora da igrejacasar ao ar livrecasar fora do paíscasar a dois, casar como quiser, como bem entender.

A Ana resolveu que se casaria na Grécia, sem familiares e amigos. Só ela e o Alexandre. No cardápio do casamento da Tamires e do Renan o buffet foi de hambúrguer. No casamento da Elaine, quem organizou foi o José Maria. E mais: eles tiveram pastel e caldo de cana na festa do casamento. A Marcela entrou sozinha na cerimônia. A Ana preferiu esperar pelo Rafael no altar.

Da forma como for, sonhe muito. Sonhe cada detalhe dessa delícia que é o início da vida a dois. E se o doce não chegar, o bolo faltar, a música falhar, vai do jeito que dá! A oportunidade é única, a chance de ser o dia mais feliz da sua vida é uma só. E, olha, casar é bom demais! Então, case onde der, com o dinheiro que tiver, com quem quiser, pra quem vier.

Seja a noiva que quiser ser.

 

Dados IBGE | Ministério do Trabalho | IPEA
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Comentários

2 comments

  1.    Responder

    O texto ficou incrível Caroline, parabéns!
    Gostaria de compartilhar.

    Beijos
    Karime Paula

    1. iCasei

         Responder

      Que bom que curtiu, Karime. Obrigada!
      Fique à vontade para compartilhar – e sempre nos dando os créditos, ok?
      Um abraço!