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Dossiê da Terapia de Casal: Tudo o que você precisa saber!

Qual é o melhor momento para procurar ajuda? Confira a dica dos especialistas para fazer do seu casamento ainda mais saudável e feliz!

Cada vez mais, o diálogo está se fortalecendo e aumentando a sua importância quanto aos outros elementos que constituem os pilares de um casamento duradouro e feliz. Conversar, ter empatia com o outro e seus pontos de vista e estar aberto para o debate, sempre no bom sentido, são primordiais para manter a relação saudável. Por isso, mais do que nunca, a terapia de casal aparece como uma alternativa para os casais que estão em conflito, porém, procuram alguma forma de melhorar

Entenda tudo sobre o processo terapêutico, que deve ser único e depende muito da singularidade de cada casal e situação em que estão vivendo.

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terapia de casal

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Qual a definição de terapia de casal?

Helena Montagnini, psicóloga da Huntington Medicina Reprodutiva, explica que a terapia de casal é um tipo de psicoterapia voltada para a relação conjugal e constitui uma ajuda para o casal lidar com aspectos do relacionamento que tragam muitas dificuldades.

“Os aspectos individuais são sempre compreendidos e considerados no contexto da relação e as intervenções do terapeuta tendem a se voltar para aspectos da relação, que é o objetivo do trabalho. É importante ressaltar que ao terapeuta não cabe dizer quem está certo ou errado, o que às vezes o casal solicita, e sim trazer elementos para que compreendam as dificuldades e encontrem melhores maneiras de lidar com elas”, revela Helena.

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A psicoterapeuta Pollyana Esteves levanta que a terapia de casal também serve para os momentos em que o casal não quer se perder. “Todos mudam ao longo do tempo, as relações também mudam, e é importante não deixar que essas mudanças façam a relação se perder e, ao mesmo tempo,  manter a admiração, o tesão, a paixão do início…”.

Existe algum sinal de alerta para começar a procurar por ajuda terapêutica?

Segundo a terapeuta Elenara Schwelm Finger, na grande maioria dos casos, a rotina do dia a dia pode levar casais a vivenciarem uma crise conjugal. Por isso, deve-se ficar atento a alguns sinais que podem acender uma luz vermelha sinalizando que algo não está indo bem nesta relação.

Dentre estes sinais podemos citar:

  • Dificuldade de manter diálogo saudável
  • Mágoas ou situações antigas não superadas
  • Quando começa a faltar respeito entre o casal
  • Apresentar dificuldades relativa à vida sexual
  • Desconfiança e ciúmes
  • Realizarem tarefas individuais de forma evitar ficarem juntos
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Helena também alerta para uma questão de grande incidência entre os casais, a infertilidade. Ela representa uma ruptura de um projeto do casal, que imagina que terá filhos no momento em que decidirem. “Esse processo pode ser longo e compreende várias etapas, que são permeadas por expectativas, incertezas e frustrações. A infertilidade e seus tratamentos têm repercussões na vida pessoal, conjugal, familiar, social e profissional”, conta a psicóloga.

“Costumo dizer que não esperamos a nossa casa ser assaltada para trancar a porta, então, o ideal é não esperar ter uma crise para procurar auxílio. Mas, eu recomendo que seja procurado logo no início de uma crise, quando percebe que a comunicação e a paixão já não estão mais a mesma. Quanto mais demorar e quanto pior ficar a relação, mais difícil de solucionar”, diz Pollyana.

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Como funciona o processo de terapia de casal na prática?

Elenara afirma que o primeiro contato da terapia geralmente é feito com o casal para que sejam expostos os pontos que causam conflito entre eles. Após este primeiro contato, dependendo da abordagem do profissional e técnicas por ele utilizadas, o terapeuta poderá realizar sessões individuais para que assim possa conhecer, ouvir e entender melhor a queixa específica de cada membro ou realizar as sessões com a presença dos dois.

Já Pollyana costuma focar os pontos de desavença e no motivo da existência de algumas emoções, como amor, paixão, êxtase, alegria, frustração e medo. “Como criar o relacionamento desejado por ambos? Como se comunicar efetivamente com base na psicologia das seis necessidades humanas? e Como melhorar o relacionamento que você possui consigo mesmo? são algumas das perguntas que costumo fazer”, revela.

Aqui, a linguagem tem papel central, enfatiza Helena. “A maneira como cada um se expressa, o modo como cada um envolve e se relaciona com o terapeuta também são aspectos importantes do processo terapêutico. Afirmo que cada processo terapêutico é único e depende da singularidade de cada casal e situação, então, eu não existem etapas exatas ou padronizadas a serem seguidas na terapia de casal.”

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Qual o papel do diálogo em um casamento?

O diálogo é aspecto fundamental em um casamento, pois traz a possibilidade de falar e ouvir, que parece algo simples, mas tem uma grande complexidade. Helena conta que é muito comum serem criadas interpretações sobre o comportamento e atitude do outro, imaginando o que está sentindo ou pensando.

“Difícil é ouvir, perceber e aceitar o outro em sua alteridade. Também é comum a expectativa e o desejo que o outro o compreenda e adivinhe o que quer, sem precisar falar. O diálogo traz a possibilidade de se expressar, se fazer conhecer e conhecer o outro. Há de se considerar que o outro invariavelmente é diferente, não o completará e o frustrará. Para algumas pessoas é necessária a ajuda de um terapeuta para conseguirem aprender a ter esse tipo de conversa”, ressalta a profissional da Huntington Medicina Reprodutiva.

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Há diferenças de terapia de casal com filhos ou sem filhos?

A diferença existente é que, quando há filhos, há mais pessoas envolvidas na situação. “Os conflitos conjugais podem interferir de diversas maneiras negativas nos filhos, trazendo repercussões emocionais nos mesmos. Eles podem presenciar constantemente os conflitos dos pais e se angustiar por isto, podem ser envolvidos nos conflitos, quando os pais buscam alianças e cumplicidades. As divergências relacionadas à educação dos filhos também podem ser motivos de desequilíbrios conjugais, quando não conseguem lidar com as diferenças e chegarem a acordos”, diz Helena.

Para Elenara, muitas vezes os episódios conflitantes podem estar ligados a uma nova dinâmica familiar, com a chegada dos filhos, dificuldade do casal em lidar com as questões relacionadas às tarefas, cuidados e educação dos filhos.

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Existem casos de medicação em uma terapia de casal?

“Por vezes, há situações em que é necessária a utilização de medicamentos, que podem contribuir para uma melhora da intensidade do sofrimento. Nesses casos, o psicólogo deve encaminhar para um psiquiatra, que é o profissional mais bem qualificado para a avaliação e decisão de uso de medicação”, explica Helena.

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Sobre:

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Tai Goulart

Jornalista, colunista, cantora, compositora, feminista e com vontade de evoluir sempre mais. Trabalha no jornalismo de celebridades e perfis há mais de sete anos e já passou por redações como Estilo e Capricho, como repórter de moda, beleza, comportamento e lifestyle. Co-criadora do projeto #Apenaspare, se sente c...

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