O início da história de amor

Em 2010, Marcella fez uma viagem em família para a França e por amigos em comum de seu pai conheceu Jonathan. As famílias se tornaram extremamente amigas e o destino ajudou o casal. Nesse primeiro encontro trocaram contatos nas redes sociais e prometeram continuar se falando.

Marcelo, o pai da noiva, resolveu receber Jonathan no Brasil. No Rio de Janeiro, onde fica a sede de sua empresa e em sua casa, em Curitiba.

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Foto: Mana Gollo

 

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A convivência tornou a relação entre Jonathan e Marcella super próxima e amigável. Quando questionados sobre o parentesco, o casal até começou a usar o termo “primo” se referindo ao outro para evitar mais perguntas. Sem nenhuma intenção aparente. Eles eram realmente dois amigos que tinham gostos muito parecidos em vários sentidos.  

Jonathan ficou o tempo que precisava no Brasil e voltou à França. Nove meses depois do retorno do rapaz para sua terra, Marcella foi aprovada no curso de mestrado na Sorbonne, em Paris.

Foto: Mana Gollo

 

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Em junho de 2011 foi a vez de de ele receber a amiga brasileira em sua casa. Em seus primeiros dias de Paris foi ele quem a apresentou para a cidade, mostrando a ela os melhores pontos dos parisienses.

A sintonia entre os dois era perceptível. Eles adoravam estar na companhia um do outro. Faziam tudo juntos e tudo o que viveram foi muito bom para a relação que futuramente mudaria de foco. Aos poucos os amigos que eram dele também se tornaram dela e os dela se tornaram dele.

Foto: Mana Gollo

 

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Mais de dois anos se passaram desde o primeiro encontro entre as famílias. Depois que viveram muito juntos, se aprofundando na cultura e na vida do outro, o casal resolveu se entregar à paixão. Aos poucos, eles admitiram para a família e os amigos o real sentimento.

No fim de 2012 fizeram uma viagem para a Turquia. Aproveitando a atmosfera romântica do rooftop do hotel em Istambul, o casal declarou o quanto se amava. Era só o começo do romance que ainda passaria por muitos desafios até o altar.

Na França eles seguiam a vida. Ela já havia terminado o mestrado e trabalhava e ele também tinha seu emprego. Nessa fase ele teve a oportunidade de trabalhar na copa do Brasil, então em 2014 eles enfrentaram um relacionamento à distância. Um na terra do outro.

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Ela conta que não foi fácil manter um relacionamento em outro continente, mas a vontade de viver a vida toda juntos era maior do que distância que os separava. Para amenizar a saudade durante o ano eles conseguiram se encontrar cinco vezes.

Eles viveram por um ano um relacionamento entre São Paulo – Curitiba – Paris. Marcella não via mais sentido em se manter em Paris e voltou ao Brasil. Então o casal voltou para sua rotina juntos de muito trabalho, mas também de muitas viagens e diversão.

O Pedido de casamento

Foto: Mana Gollo

 

Em 2016 durante uma viagem a Nova Iorque, Jonathan preparou uma surpresa. Quando foram ao Dumbo Park, no Brooklyn, apreciar a vista de Manhattan estava tudo preparado. Uma cantora acompanhada de uma banda embalava a canção do casal, Tempo Perdido – Legião urbana. Foi quando Jonathan mostrou para Marcella a caixa do anel de noivado. Ele sempre a chamou de Golden Girl e por isso deu a ela um anel com um diamante amarelo.

“Foi coisa de cinema”, contou a noiva sobre o pedido. Desde o primeiro momento o casal já começou a pensar como fazer o casamento e contar com a presença de todos que eles gostariam. Tanto do Brasil quanto da França.  

O Casamento

Jonathan e Marcella já enfrentaram a distância, o aprendizado de outra cultura, o desprender de suas raízes, o bater de asas para outro lugar. Foi pensando na história do casal que planejaram duas etapas do casamento. A primeira no Brasil, o casamento civil. E quase sete meses depois, realizaram uma cerimônia religiosa no sul da França.

Foto: Mana Gollo

 

Pensando na continuidade que eles gostariam que o casamento tivesse, optaram por entregar apenas um convite para todos os convidados. Nele tinha informações sobre os dois casamentos e ficava a critério do convidado decidir se iria nos dois eventos ou no que fosse mais adequado para si. O objetivo de Jonathan e Marcella era celebrar o amor deles rodeado de todas as pessoas que amam.

Casamento no Brasil

Os noivos optaram pelo do solstício de verão, dia mais longo do ano para se casar. Uma cerimônia para 180 convidados aconteceu em Curitiba em Dezembro de 2017. O casal participou da escolha de cada detalhe da grande noite deles.

A noiva fez seu vestido e véu. Confeccionou um modelo clássico e noturno. Com cristais bordados por todo o vestido. Um manga longa, sem decote e corte da saia sereia foi um verdadeiro sucesso. O traje do noivo ficou por conta de um alfaiate francês, um smoking azul marinho feito sob-medida

Foto: Mana Gollo


Marcella e Jonathan deixaram bem claro os diferentes tons que teriam os casamentos no Brasil e na França. O casal e a família da noiva cuidaram de todos os preparativos sem ajuda de nenhuma assessoria. Eles também confeccionaram muitos detalhes da decoração.

Para a identidade visual contrataram uma diretora de arte que transcreveu o tema do casamento, ASAS & RAÍZES, por meio de uma mandala: unindo a forma de um pinhão – representado o fruto e a raíz; e de uma pena – representando as asas. O casal aprova a simbologia da ‘flor da vida’.

O símbolo foi apresentado aos convidados no envio do save the date. A mandala esteve presente também no convite, na papelaria dos dois casamentos, na decoração e souvenirsOs noivos produziram os convites, a caligrafia e alguns objetos da papelaria, além da tradução para que tudo fosse bilíngue.

Foto: Mana Gollo


Decoração

Foram fabricadas mandalas de MDF para compor o centro de mesa junto com arranjos de flores brancas. A mandala do casal estava presente também como backdrop da mesa dos noivos. Pensando em traduzir a simbologia do casamento produziram asas em arames dourados como porta guardanapos.

Foto: Mana Gollo


Pensando na maior durabilidade da lembrancinha, que com alguns iria para outro continente, os noivos produziram bombonieres de vidro com tabletes de doce de leite mineiro de lembrancinha. Eles fizeram também os kits dos banheiros. Mandaram fazer os copos acrílicos do bar e os chinelos das convidadas, mais duas lembrancinhas personalizadas com a mandala do casal.

O bolo foi tão lindo que se tornou parte da decoração, com sete andares, coberto de pasta americana, foi decorado com cerca de mil borboletas douradas que também são símbolo do casamento. Feito pela tia da noiva.

A Cerimônia

Foto: Mana Gollo


Valorizando as raízes, os noivos pensaram em trazer as alianças de uma maneira diferente de damas e pajens. Elas foram ao altar com as avós da noiva. Marcella quis honrar a hierarquia e as ancestrais.

Quando entrou com seu pai na cerimônia a noiva foi aplaudida por ele e consequentemente por todos os convidados tornando o momento da entrada mais leve e feliz. Na chegada ao altar Marcella e Jonathan trocaram longos e sinceros votos, assim como manda a tradição francesa. Primeiramente tudo foi dito em francês e depois em português. Os noivos cuidaram para que a cerimônia pudesse ser entendida por todos, por isso, foi realizada em português com tradução para o francês.

A Festa

Foto: Mana Gollo

 

A entrada dos noivos no salão foi inesperada. Como costumavam fazer seus passeios na França, eles entraram no salão em uma moto de pequeno porte conhecida como vespa. Um verdadeiro charme. A festa de casamento seguiu a mesma proposta franco-brasileira, priorizando músicas das duas nações.

Mais uma vez pensando nas suas raízes na hora da valsa a noiva surpreendeu e dançou primeiramente com seu pai e preparou uma surpresa para ele. A valsa foi o hino do clube do coração dos dois. O Paraná Clube, uma verdadeira paixão de pai e filha.

Foto: Mana Gollo

 

A valsa dos noivos também foi uma canção especial para o casal. A música tema do filme Amelie Poulain em valsa foi executada lindamente pelos noivos que ensaiaram dois meses para esse momento.

A festa se tornou um grande show. O DJ colocou todo mundo na pista de dança. Os convidados foram surpreendidos por máquina de fumaça e serpentinas que caíam do teto além de painel de LED e grupo de músicos para que ninguém ficasse parado.

Casamento na França

Foto: Mana Gollo

 

A cerimônia religiosa aconteceu quase sete meses depois, na casa de campo do noivo em há 1h da cidade de Bordeaux, na cidade chamada Montagnac-la-crempse. O tempo entre um casamento e outro foi ótimo para que os convidados conseguissem se organizar e a maioria deles conseguiu estar presente nas duas ocasiões.

O casamento aconteceu em uma Igreja do século XV que fica em um vilarejo com paisagem daquelas que conhecemos dos romances. Lá a família do noivo costuma fazer os casamentos há gerações. Motivo pelo qual eles optaram por fazer o religioso na França. Um lugar todo especial para a família.

Foto: Mana Gollo

 

A tradição francesa manda que a família receba os convidados durante todo um fim de semana, diferente do Brasil. E lá os noivos fizeram conforme manda a tradição. Ao lado de um campo de girassóis começaram as comemorações.

Na sexta-feira a família de Jonathan ofereceu um welcome drink na casa para duas famílias e os melhores amigos. Juntos confraternizaram o amor dos noivos, mas a festa não foi até muito tarde porque no outro dia acontecia a cerimônia principal.

O Vestido

Foto: Mana Gollo

 

A noiva novamente criou seu vestido, dessa vez, um modelo princesa. O modelo de costas abertas e manga curta, com saia bolo removível, para dançar e aproveitar de festa após jantar.

O véu, confeccionado com todo cuidado por Marcella, tem um corte que valorizou também os detalhes do vestido. Usou com uma tiara com aplicação de pedras. Dando a impressão que estava usando uma coroa branca. Usou o cabelo solto acompanhando o movimento que tinha todo o visual.

Decoração

Foto: Mana Gollo

 

Os noivos quiseram valorizar os comerciantes locais. Contrataram florista da região e como protagonista do buquê escolheram a flor de algodão, inclusive, o noivo tinha em seu traje um botão delas. Para alegrar os tons frios e harmonizar com o casamento diurno no verão, optaram por um mix de verdes com rosas brancas e rose poudré. O conjunto foi aplicado de forma homogênea na decoração da igreja, no local da recepção e no bouquet da noiva.

A Cerimônia

Para a entrada da noiva foi alugado um carro antigo. O modelo dos anos 70 trouxe um ar retrô para o casamento.

Foto: Mana Gollo

 

A missa foi toda em francês celebrada pelo padre local. Cada convidado recebeu um livreto com todos os dizeres da celebração traduzidos. Além de informações sobre a missa ele também explicava para todos o que aconteceria a seguir.

Mantendo a mesma proposta do Brasil, as alianças foram ao altar pelo avós do noivo, dessa vez, em dois botões de flor de algodão.

A Festa

Foto: Mana Gollo

 

Os noivos fizeram o casamento alinhado com o já realizado no Brasil. Levaram os mesmos porta-guardanapos de asas e as borboletas do bolo. Dessa vez ela formaram um backdrop  de coração. E as mandalas do casal estavam na papelaria e souvenirs.

Algo bem diferente foi a disposição das mesas, na França a noiva optou pela opção big table com a pista de dança ao centro.

Depois que os noivos tiraram fotos com os convidados e estão em sua mesa seus pais discursam, cada um fala um pouco sobre o amor dos dois e faz bons desejos ao jovem casal. Quando inicia o jantar é a vez dos padrinhos e madrinhas fazerem seus discursos.

Foto: Mana Gollo

 

A festa foi animada e empolgante. Depois de 14 horas celebrando o amor todos os convidados foram dormir para no outro dia continuar a festa. Na manhã seguinte, foram recebidos pelos noivos para um brunch que encerrava a festa com chave de ouro. Depois de um fim de semana juntos os convidados estavam integrados, se tornaram amigos e juntos curtiram o último dia de festa.

Veja as fotos dos dois casamentos de Marcella e Jonathan e inspire-se:

Foto: Mana Gollo

 

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