Millenials curtem seu espaço, mas não têm a casa própria como sua maior prioridade. É uma geração que possui outros valores, vive com o compartilhado, emprestado, o alugado. A mobilidade, a liberdade e a flexibilidade são o futuro.

Ao buscar o reconhecimento, aprendizado e novas maneiras de se relacionar na profissão, acima da remuneração, mudanças de emprego são constantes. O apego ao imóvel é pequeno, pois um dia estão em uma cidade, estado e país e no dia seguinte está tudo empacotado para um lugar distante.

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Imagem via voces.me

Comprar ou alugar?

Para os que decidirem comprar, é preciso ter em mente que o casal terá um compromisso financeiro de longo prazo. Os juros normalmente nem são os mais altos, mas incidindo em prazos de até 30 anos, no final do financiamento algumas pessoas percebem que pagaram o preço de dois imóveis pelo seu lar doce lar.

Financeiramente falando, comprar um imóvel não parece ser a melhor alternativa, em função da atual taxa de juros, 14,25% ao ano. Morar de aluguel e aplicar o dinheiro faz mais sentido. Por outro lado, o aspecto financeiro é somente um dos vários aspectos que devem ser cuidadosamente analisados pelo casal ao se tratar da nova moradia.

Seja qual for a decisão tomada, levem em consideração a dinâmica dos dois, outros sonhos, planos individuais e da família de curto médio e longo prazo. É muito importante levar em conta os valores e vontades de cada um. Ouçam o que o outro tem a dizer com razão e com o coração e planejem-se.

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O tamanho da futura família

Comprar um imóvel com mais cômodos do que o necessário para o casal e com área de lazer pensando em uma família futura pode não ser a melhor alternativa. O dinheiro gasto com bens e serviços que não serão utilizados pelo casal pode ser investido na realização de outros sonhos e objetivos.

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Na realização do sonho de longo prazo, como fica o dia a dia?

Comprometer toda a reserva de emergência e focar somente na compra da casa pode ser bastante desgastante. É preciso ter “envelopinhos imaginários” no dinheiro aplicado para realização de outros sonhos, objetivos de curto, médio e longo prazo.

Curto prazo – Investimento com liquidez imediata: para construção de uma reserva de emergência, ou de liberdade se preferir. Geralmente de seis a oito vezes o valor da renda do casal para enfrentar cenários turbulentos com tranquilidade.

Médio prazo – Planejar realizações importantes e prazeirosas para o casal, como viagem de férias, uma celebração, um ano sabático, uma temporada no exterior.

Longo prazo – Um compromisso com o futuro, construir ao longo da vida uma reserva de dinheiro para ser o complemento da aposentadoria. Não dá para fugir desta. Vamos viver cada vez mais e precisaremos de dinheiro por mais tempo para nos manter.

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Na hora de vender

Outro ponto a ser levado em consideração quando se opta pela comprar do  imóvel: olha-se para a construção de cimento, tijolos e tinta como o melhor lugar do mundo. A casa que escolhemos para morar guarda nossa intimidade, risadas, cheiros, nascimentos e partidas.

O valor das memórias que ficarão impressos em suas paredes é inestimável, mas lembre-se, somente para os proprietários. Não aumenta em um centavo o valor na hora da venda. Na psicologia econômica, chamamos isso de efeito posse: “o que é nosso vale mais”, juntamente por estar repleto de afetos. Por isso é tão comum o preço de mercado ser tão diferente do preço atribuído pelo proprietário do imóvel.

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Instagram marylauren/ Reprodução
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