Saber quando o casal deve juntar as contas bancárias ou até mesmo se devem fazer isso são perguntas que não têm uma resposta. Dependerá muito da compatibilidade financeira do casal e se querem manter sua vida financeira independente ou não.

Existe uma expressão pouco conhecida dos não especialistas, que é o “simbolismo do dinheiro”. Dinheiro da forma que lidamos hoje com um olhar ligeiro, nos remeterá a aquele meio de troca universal: eu dou o dinheiro e recebo a mercadoria ou o serviço. Só que dinheiro é muito mais do que isso; economistas estudam o dinheiro com um olhar, e profissionais de marketing, sociólogos, psicólogos tem outra abordagem. Esse pedacinho de papel tem uma influência no cotidiano das pessoas muito maior do que se imagina. A falta ou excesso dele tem o poder de mudar caminhos, planos, sonhos, o humor e muito mais.

Organização de casamento Juntar ou não as contas

Além disso, as pessoas possuem experiências e expectativas diferentes em relação ao dinheiro, assim como possuem crenças, valores e um sistema de contabilidade próprio. Em um casal, a ideia do que é justo para um pode não ter o mesmo valor para o outro.

O desenho mais corriqueiro de uma família atual envolve dois salários, duas cabeças pensando e duas formas diferentes de lidar com o dinheiro. Mas ainda existem outros cenários: um trabalhando e o outro não, um ganhando muito mais do que o outro, os dois sem emprego fixo. Como definir o que é melhor em termos de contas correntes? Não há como se ter uma receita única, uma vez que as variáveis são muitas.

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Alguns casais chegam ao acordo de que manter as contas separadas é o melhor caminho, dividem as contas e cada um tem o seu “boleto” em relação as contas da casa. Outros casais antes mesmo de casar, abrem uma conta corrente conjunta em função dos preparativos com a casa nova e cerimônia de casamento. Essa conta lá na frente vira a conta da “casa”, onde são feitos depósitos mensais por ambos e um dos membros se responsabiliza em administrar.

Existe ainda a questão de somente um possuir renda, ou renda muito superior, acabar arcando com todas as despesas da família e ainda assim, o casal mantém uma conta conjunta para que o cônjuge tenha uma certa autonomia. Se isso foi o combinado, ótimo!

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O ideal é que as despesas comuns da casa, assim como a poupança, investimentos e gastos pessoais sejam proporcionais à receita de cada um. Para que não sobrecarregue um dos parceiros e não traga desconforto ou mágoa.

Assim como planos para o futuro, o assunto dinheiro deve ser tratado e conversado abertamente desde o namoro. Decisões financeiras importantes que afetem o casal e a família devem ser combinadas, planejadas juntos, sonhos devem ser alimentados e acalentados pelos dois.

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Falar de dinheiro não é a tarefa mais fácil, mas pode ser mais leve se o assunto não for tratado como tabu. Se a conversa for muito difícil, um planejador financeiro pode ser um bom aliado, pois possui técnica e não está envolvido emocionalmente.

Independente de decidirem por contas correntes conjuntas ou separadas, é importante que mesmo juntos para o que der e vier, o casal mantenha certa individualidade: seus gastos, gostos, amigos, momentos, despesas pessoais, um dinheiro seu, que não precise de maiores explicações. É saudável, oxigena a mente e a alma.

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