Compatibilidade financeira: uma provocação que leva a reflexão e conversa com seu par, pois o assunto é extremamente importante.

Organização Descubra se vocês são compatíveis

Um casal pode se dar muito bem sob diversos aspectos. Existem os que só pelo olhar percebemos que nasceram um para o outro, transpiram amor e sorrisos, se curtem, se completam. De tão afinados, alguns, com o tempo, chegam até mesmo a se parecer fisicamente.

Mas e quanto as finanças? Este desconforto ao se falar de dinheiro está muito ligado à desigualdade. Quanto maiores são as desigualdades de rendimentos dentro de uma sociedade, (ou de um casamento) maior o desconforto de se falar abertamente sobre.

Alguns casais namoram, se casam, convivem juntos por anos sem saber o quanto o cônjuge tem de rendimentos, dívidas ou aplicações financeiras. Em muitos casos, só vão saber em situações importantes como no nascimento de um filho, desemprego, divórcio ou em caso de morte. Em nossa sociedade, perguntar o quanto o outro ganha é feio e considerado uma invasão de privacidade.

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Cada um de nós tem uma maneira única de lidar com o dinheiro, aprendemos de maneiras diferentes, temos referências positivas e negativas diversas ao longo da vida. Aprendemos com nossa família, amigos próximos, chefes, professores, leituras; essas referências são importantes e formam a nossa maneira própria de se relacionar com o dinheiro o que pode afetar a qualidade das relações entre o casal, pois o parceiro, que também é uma referência, será um “sócio” que traz consigo toda a sua bagagem e experiências.

Além disso, o professor Jurandir Sell Macedo Jr em seu livro, “ A árvore do Dinheiro”, chegou à conclusão que as pessoas são classificadas em quatro grupos distintos quanto ao significado do dinheiro em suas vidas: para umas, o dinheiro remete a liberdade, para outras, segurança, para um terceiro grupo status e um último grupo relaciona dinheiro a poder.

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Em uma outra abordagem, Gustavo Cerbasi no livro “Casais inteligentes enriquecem juntos”, diz que as personalidades financeiras são divididas em cinco estilos:

– Poupadores: sabem que é importante guardar dinheiro, são disciplinados e restringem ao máximo seus gastos atuais; levam um padrão de vida simples e muitas vezes têm restrições a novas experiências; guardam dinheiro sem ter um objetivo definido. O objetivo é guardar dinheiro;

– Gastadores: se importam em viver bem hoje, não se sentem incomodados em financiar o consumo uma vez que o objetivo é ser feliz. Não comentam aos quatro ventos, mas são inseguros quanto ao futuro;

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– Descontrolados: não sabem o quanto entra muito menos o quanto sai da conta corrente mensalmente. Tendem a pagar juros desnecessariamente, muitas vezes com dinheiro disponível em outra conta corrente ou aplicações financeiras;

– Desligados:  gastam menos do que ganham, mas não sabem exatamente o quanto. Poupam o que sobra, quando sobra;

– Financistas: são rigorosos com o controle dos gastos e com o propósito de economizar, são organizados, fazem contas, escolhas e muitas vezes são boicotados, tidos como “chatos” pela família em função de tantas minúcias.

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Você consegue se visualizar em algum desses grupos? Agora imagine seu noivo(a). Se vocês pensam da mesma maneira a tendência é de que não haja tantos conflitos em relação a dinheiro, mas é preciso ter atenção para que as características não se acentuem. Imagine o casamento entre dois gastadores, a vida será uma festa, mas a velhice pode ser delicada sem a construção de uma reserva financeira para o futuro.

Por outro lado, quando um casal tem estilos financeiros diferentes, a relação pode ser mais conflituosa. Pense na união de um gastador com uma financista. Mas ela pode ser também bastante rica se conversarem sobre seus pontos de vista em busca de equilíbrio.

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Em casos extremos, de incompatibilidade financeira de um casal, os conflitos são frequentes em relação ao significado do dinheiro, do consumo e da poupança. Existem situações, por exemplo, em que a relação fica insustentável e a ajuda de um profissional, seja um psicólogo ou planejador financeiro, é imprescindível.

Quando o assunto é comportamento financeiro, não existe uma receita pronta ou única, pois estamos tratando de pessoas e toda a sua complexidade, mas a transparência é fundamental. Parecidos ou diferentes, o ideal é que as personalidades se complementem, assim, um aprende com o outro e crescem juntos.

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