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Celebrar a união é uma delícia, mas também exige um investimento que poderia ser usado para comprar uma casa ou apartamento. E por isso a questão que logo vem à cabeça dos noivos é: o melhor é casar ou dar entrada no imóvel? Não existe resposta correta para esta pergunta. Vai depender principalmente do que os noivos querem para o futuro. E para ajudar a refletir e decidir sobre essa questão, conversamos com dois especialistas em economia para a família que deram dicas ótimas para os casais apaixonados.

1. Converse com seu parceiro e definam juntos

Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, pondera que casar não é uma escolha econômica e sim emocional, enquanto a compra do imóvel deve ser uma decisão bastante racional. “O importante é conversar muito sobre o assunto definir o que é prioridade para o casal: a festa, a lua de mel ou a casa do início do casamento”, explica. Para ele essa decisão é importante para não começar a vida a dois com um sentimento de que passou a festa e acabou o dinheiro.

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2. Casamento não é sinônimo de esbanjar dinheiro

Cerbasi também lembra que há uma cobrança social pela festa, mas ela não precisa necessariamente ser custosa. “Os casamentos mais marcantes não são aqueles que saíram mais caro, mas sim os que têm um toque de identidade dos noivos”, pontua.

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3. Planejem-se!

Para Carolina Ruhman Sandler, fundadora do site Finanças Femininas, é possível fazer os dois ao mesmo tempo, basta ter um bom planejamento. “O planejamento não é um bicho de sete cabeças”, diz Sandler. Ela usa a seguinte fórmula:
– Metade do salário deve ir para os gastos essenciais para viver, como moradia e alimentação.
– 30% devem ser destinados para os gastos supérfluos, como lazer
– 20% devem ser reservados para a construção de um patrimônio.

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A partir dai, ela explica que “os noivos conseguem fazer uma reserva mensal e ver quanto tempo vão demorar para juntar o que precisa e quanto tempo estão dispostos a esperar por isso”.

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4. Cuidado com os financiamentos!

Carolina também avisa que, ao se comprometer com longos financiamentos, o valor da parcela não pode ser superior a 30% do rendimento do casal. “Se isso acontecer vai ser necessário cortar dos supérfluos, deixando o casal frustrado, além de deixá-los em uma posição muito vulnerável diante de um imprevisto”, conclui.

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5. Comprar a casa nova não é sinônimo de investimento imobiliário!

Um cuidado apontado por Sandler e Cerbasi é que há uma grande diferença entre a casa própria e o investimento mobiliário. “Comprar um apartamento não é necessariamente um investimento”, pontua Carolina. “As pessoas pensam que vão reformar e no futuro vão vender mais caro, mas não há garantia de que o imóvel vá valorizar”, conclui.

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6. Pensem nas decisões à longo prazo, talvez comprar um imóvel não seja a melhor decisão no momento

Sandler lembra que ao escolher a casa própria, os noivos têm que levar em consideração as necessidades a longo prazo. “É muito complicado tentar antecipar decisões, mas é preciso fazer essa previsão para o futuro e fugir de uma decisão no calor do momento.”

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É justamente por este motivo que Gustavo Cerbasi não aconselha que os noivos se comprometam com uma casa no início da vida a dois, uma vez que, ao correr para comprar a casa própria, o casal está se engessando fisicamente e economicamente. “Os jovens que estão se casando ainda querem muitas mudanças na vida, como ter filhos ou aproveitar oportunidades na carreira, por isso, é interessante que esse casal tenha flexibilidade para aceitar propostas que exijam mudanças de vida, como trabalhar em outra região da cidade ou passar um período no exterior”.

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7. Privilegie o conforto e evite caprichos no início do casamento

A sugestão dele é que os noivos procurem um lugar para viver os primeiros anos do casamento de forma que consigam ter apenas um carro na garagem. Pode ser um aluguel ou uma compra, porém, é preciso economizar no tamanho, privilegiar o conforto e evitar os caprichos. “Não precisa ter aquele quarto fechadinho aguardando o bebe que vem daqui a alguns anos”, diz o consultor.

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Algumas opções para fugir do engessamento e não evitar gastos desnecessários são: não comprar móveis planejados, pois eles não ficarão bons em outros lugares; não se comprometer com um lugar que vocês irão demorar muito para conseguir decorar, porque isso vai trazer um sentimento de frustração; não pagar um condomínio alto pensando que vai economizar na academia, já que, dependendo do seu horário de trabalho, é provável que você encontre os aparelhos do prédio sempre lotados.

8. Não percam o romantismo, afinal ele é fundamental no relacionamento

Fazendo estas economias os casais terão dinheiro para continuar gastando com aquilo que levou ao casamento: o romance. Cerbasi defende que os recém-casados continuem saindo para jantar, viajando, enfim, continuem o namoro. Para ele, após cerca de sete ou oito anos, virá o momento de escolher a casa própria.

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