Por do sol em Veneza
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Ruas que se fazem de água, reflexos dourados pelo sol, o poético vai e vem de gôndolas. O fascínio da vida flutuante de Veneza, na Itália, contribuiu não apenas para La Sereníssima ser considerada uma das cidades mais belas e românticas do planeta, mas também para pipocarem outras “Venezas” mundo afora – de Recife a Venice Beach, na Califórnia, não faltam destinos românticos que clamem pelas suas. A inspiração é sempre um alento, mas o fato é que as cidades cortadas por canais são um charme e um eterno convite a dias de sonho.

Destinos românticos em outras “Venezas”

Na Europa, elas costumam estar aos pés de castelos, edifícios medievais e monumentos seculares que deixam a paisagem ainda mais especial. Que tal incluir uma delas no seu roteiro de lua de mel? Da França à Suécia, passando pela Holanda, por Portugal, pela Bélgica e pela Eslovênia, selecionamos seis destinos românticos que são um eterno convite a suspiros e juras de amor eterno. Agora é só escolher o que levar na mala e pegar o avião.

Amsterdã ponte com duas bicicletas

Amsterdã (Holanda)

O estereótipo da liberal capital holandesa pode ser construído, essencialmente, com dois de seus grandes ícones. O primeiro deles é a bicicleta, o principal meio de transporte da população local. Estima-se que haja quase 1 milhão delas para uma população de cerca de 800 mil habitantes. O segundo são os canais. Mais precisamente 100 quilômetros deles, que dividem a cidade em quase uma centena de ilhas e ilhotas interligadas por mais de 1.500 pontes. Eles são o palco de lindos mercados de flores, românticos passeios de barco e até de charmosas hospedagens (nos famosos house boats). Explorar a “Veneza do Norte” é se habituar a vê-los a cada esquina – e a usá-los como meio de transporte, fonte de inspiração ou simplesmente cenário para o vai e vem pelas ruas em busca das principais atrações locais, sejam elas os parques, os museus recheados de obras-primas de Rembrandt e Van Gogh, os insuspeitos cafés e até os imensos campos de tulipas que crescem nos arredores da cidade durante a primavera.
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Amsterdã ponte com duas bicicletas
Vista do Lago em Annecy

Annecy (França)

Às margens do lindo Lago Annecy, quase na fronteira com a Suíça (são apenas 40 quilômetros até Genebra), a “Veneza dos Alpes” tem, como pano de fundo, os picos da cordilheira que, no inverno, se cobre de branco. Em plena Savóia, na região francesa de Rhône-Alps, a cidadezinha de pouco mais de 50 mil habitantes cresceu aos pés do Château d’Annecy, do século 13. Ela é toda cortada pelo Canal Saint Dominique e por braços dos rios Thiou e Vassé. Seu centrinho histórico de traços medievais, chamado Vieille Ville, tem impressionantes construções. É o caso do Palais de L’Ille, o emblemático palacete do século 12 que já foi de residência de lorde à prisão, e da igreja barroca de Saint-François de Sales, do século 16. Ali, as margens dos canais são decoradas com flores e ocupadas por mesinhas de gostosos cafés.
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Vista do Lago em Annecy
Canal na cidade de Aveiro

Aveiro (Portugal)

A meio caminho entre o Porto e Coimbra, a “Veneza Portuguesa” se formou ainda no século 16, com o recuo do mar. O Rio Vouga, que nasce em Viseu, no norte do país, se ramifica em canais antes de chegar à cidade e forma diversas ilhas e ilhotas a caminho do Atlântico. Recheada de casinhas coloridas e alguns belos exemplares de edifícios art nouveau, Aveiro é uma joia que se enfeita ainda mais com os tradicionais barcos moliceiros. Antigas embarcações de madeira pintadas com painéis coloridos e cheios de humor, elas eram usadas para recolher o moliço, uma planta aquática usada como fertilizante agrícola. Hoje, eles percorrem suavemente os canais a passeio, flutuando sob encantadoras pontes de pedestres ora coloridas, ora enfeitadas com fitas e flores. Uma vez na cidade, é um pecado não se render às calorias dos ovos moles, doce conventual feito da mesma maneira há séculos: um creminho aveludado de ovos envolto em uma capinha de massa tipo hóstia.
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Canal na cidade de Aveiro
Turistas passeando no canal de Bruges

Bruges (Bélgica)

Distante cerca de 100 quilômetros de Bruxelas (ou 1 hora de trem), a cidadezinha medieval que é Patrimônio da Humanidade fica no coração da zona de Flandres, ao norte da Bélgica. Ruelas calçadas de pedras, becos floridos e lindas praças compõem o cenário recheado de canais – com direito a cisnes! –, que percorrem todo o centro histórico, interligado por charmosas pontes de pedra. Igrejas seculares, construções imponentes e belos museus recheados de obras de pintores como Memling, Van Eyck e Pieter Brueghel estão sempre pelo caminho, que pode ser percorrido de barco ou a bordo de românticas carruagens puxadas por cavalos. E quando tudo parece surreal... ainda vêm as lojinhas de chocolate (belga!) e as cervejas artesanais (belgas!) para deixar tudo mais gostoso.
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Turistas passeando no canal de Bruges
Canal em Estocolmo no entardecer

Estocolmo (Suécia)

No verão, o clima é de praia por toda a cidade. No inverno, de aconchego, com neve, lareiras, mercados de Natal... Fundada no século 13, a capital da Suécia, na Escandinávia, é grande, mas nem parece. Isso porque ela se espalha por 14 ilhas principais, interligadas por quase 60 pontes, onde o Lago Mälaren deságua no Mar Báltico. O centro histórico, chamado Gamla Stan, mais parece de brinquedo. Suas casinhas e edifícios lembram aqueles feitos com bloquinhos de madeira infantis. Percorrê-lo é uma delícia – e sempre haverá um canal para cruzar ou para embalar as horas entre uma visita e outra a lojas de design, parques, bons restaurantes e museus. Entre os últimos há o Vasa, que exibe o barco de 69 metros de comprimento que naufragou em sua viagem inaugural no século 17, e o Moderna, com obras de Francis Bacon, Salvador Dalí e Matisse.
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Canal em Estocolmo no entardecer
Vista de cima do canal de Ljubljana

Ljubljana (Eslovênia)

Eleita a Capital Verde da Europa no ano passado, Ljubljana fica no centro da Eslovênia, país estrategicamente localizado entre a Croácia, a Áustria, a Itália e a Hungria. O seu lindo centro histórico de casinhas simétricas, telhados pontiagudos e cúpulas ornamentadas se espalha graciosamente aos pés do castelo erguido no alto de uma colina e é cortado pelas águas calmas e poéticas do Rio Ljubljanica. Restaurantes e cafés distribuem mesinhas ao ar livre em suas margens no verão, enquanto barquinhos e esportistas singram as suas águas. Navegá-lo é como fazer um city-tour: passa-se pelo famoso mercado central, por margens verdinhas, pelo casario de fachadas coloridas... e por curiosas pontes, caso da Ponte Tripla, que, como o próprio nome indica, se ramifica em três passarelas sobre as águas.
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Vista de cima do canal de Ljubljana
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